Americano é o primeiro a receber braço biônico ligado a nervos e ossos
Um homem dos Estados Unidos que teve um braço amputado se tornou o primeiro a receber um braço biônico conectado aos nervos, ossos e músculos. Ele participa de um estudo clínico que desenvolveu a tecnologia e-OPRA, uma prótese controlada por sinais do próprio corpo e que permite sentir sensações no membro amputado em tempo real.
A pesquisa reúne o hospital Shirley Ryan AbilityLab, a Northwestern Medicine e a Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, além da empresa sueca Integrum. O paciente, que não teve a identidade revelada, perdeu o braço esquerdo acima do cotovelo em um acidente em 2016. Outras sete pessoas participam do estudo.
Na cirurgia, feita em meados de julho, os médicos fixaram uma estrutura de titânio no osso que restou do membro e colocaram eletrodos nos músculos e ao redor dos nervos. Os eletrodos dos músculos captam os sinais dos movimentos para controlar a prótese, e os dos nervos geram sensações de tato no membro ausente. Assim, o braço biônico dispensa o encaixe das próteses convencionais.
O paciente vai iniciar a reabilitação e o treinamento com a prótese nos próximos meses. O estudo deve durar até 2030, quando os resultados dos oito participantes serão divulgados.

