Em várias espécies, as decisões do grupo não ficam nas mãos de um único líder. Os animais escolhem coletivamente para onde migrar, onde morar e qual rota seguir no dia — uma espécie de “votação” da natureza.
“A palavra ‘voto’ pode ser usada na biologia como uma forma de explicar alguns mecanismos de decisão coletiva, mas os animais não votam da mesma maneira que os seres humanos”, explica o veterinário Gerson Norberto, do BioParque, no Rio de Janeiro.
Para decidir, os bichos combinam informações do ambiente e do grupo, usando visão, audição, olfato e tato. Na hora de mudar de casa, avaliam comida, água, temperatura, abrigo e risco de predadores. Assim, o grupo aproveita o que cada indivíduo sabe, mesmo que nenhum tenha a visão completa.
Entre as abelhas-europeias, quando a colmeia precisa de um novo lar, as exploradoras saem em busca de opções e, ao voltar, “apresentam” as alternativas às outras com uma dança. O lugar que recebe mais adesão vence.