Engenheiros da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, criaram dois minirrobôs do tamanho de um grão de arroz capazes de levar medicamentos diretamente às áreas afetadas do coração. A tecnologia foi descrita no fim de setembro na revista Advanced Materials Technologies.
Os robôs são movidos por magnetismo e trabalham em dupla: o primeiro, chamado módulo de agulha, se fixa no tecido doente e funciona como uma estação de acoplamento; o segundo transporta o remédio até se encaixar nele e liberar a dose no local certo.
Hoje, segundo os pesquisadores, boa parte dos remédios se perde na corrente sanguínea e chega ao coração em quantidade menor que a necessária. Os testes foram feitos em modelos que imitam o coração humano e em tecido cardíaco de porcos, e os robôs se moveram com suavidade mesmo contra o fluxo de sangue simulado.
Os dispositivos não têm bateria nem motor e podem ser injetados na veia. “Com apenas uma pequena picada de agulha, você insere um microrrobô e realiza um procedimento sem infecção ou perda de sangue”, afirma o autor sênior, Axel Krieger. A equipe vê uso futuro também no tratamento de câncer.