Cientistas encontraram um ser vivo com um dos menores genomas já registrados. O micróbio Sukunaarchaeum mirabile vive dentro do plâncton marinho Citharistes regius e tem apenas 238 quilobases de DNA — quantidade que, segundo os pesquisadores, mal dá para sustentar a vida.
A descoberta foi por acaso: a equipe coletava plâncton na costa de Shimoda, no Japão, e encontrou o material genético do micróbio ao estudar a comunidade de bactérias que vive ali. O trabalho, liderado pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, saiu na revista Current Biology.
O organismo pertence às arqueas, micróbios de célula única que por muito tempo foram confundidos com bactérias, mas formam um grupo diferente. Ele bateu o recorde de menor genoma do grupo.
As análises sugerem que seja um parasita. Se isso se confirmar, será apenas a segunda arquea parasita conhecida pela ciência. “Essa descoberta fornece novas pistas sobre o quão simples uma célula viva pode se tornar”, diz o pesquisador Thorsten Allers.