O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (24) o Relatório de Política Monetária e reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% para 1,8% em 2026.
Para a autoridade monetária, devem pesar negativamente os setores que mais dependem do consumo das famílias, indústria e serviços, que já tiveram desempenho modesto no último trimestre, segundo o IBGE. A projeção para a agropecuária, por outro lado, foi ajustada para cima, por causa do crescimento anual da produção de grãos estimado pelo instituto.
“Embora o resultado agregado do PIB tenha superado ligeiramente o esperado, as surpresas positivas concentraram-se em segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, notadamente a agropecuária e a indústria extrativa”, diz o relatório.
O item consumo das famílias foi revisado de 2,1% para 1,2%.
Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo o IBGE. O governo federal trabalhava com elevação de 2,3% para este ano e revisou o número para 2% na terça-feira (23).