Fiocruz testa tratamento inovador contra esporotricose em gatos e obtém resultados promissores
Pesquisadores da Fiocruz estão avaliando uma nova alternativa para o tratamento da esporotricose felina, doença fúngica que afeta gatos e pode ser transmitida aos seres humanos. O estudo pioneiro utiliza a técnica de eletroporação, baseada em pulsos elétricos, como terapia complementar ao tratamento convencional.
A pesquisa é conduzida pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) em parceria com a startup Akko Health Devices, responsável pelo desenvolvimento do equipamento SPORO PULSE, criado especificamente para combater o fungo causador da doença.
Segundo os pesquisadores, os primeiros resultados são animadores. Gatos com quadros considerados graves e que apresentavam pouca resposta aos antifúngicos tradicionais demonstraram melhora significativa das lesões e, em alguns casos, alcançaram cura clínica.
A esporotricose é uma zoonose que provoca lesões na pele e mucosas, exigindo tratamentos longos e de difícil administração em felinos. A doença passou a ser de notificação obrigatória em humanos neste ano devido ao aumento dos casos no país.
O equipamento em teste atua por meio de pulsos elétricos capazes de atingir diretamente o fungo, preservando os tecidos saudáveis do animal. A expectativa é que a tecnologia possa reduzir o tempo de tratamento e aumentar a eficácia terapêutica.
Especialistas destacam que o combate à esporotricose também depende de medidas preventivas, como castração, controle populacional de gatos, diagnóstico precoce e acompanhamento veterinário adequado.
Embora os resultados iniciais sejam considerados positivos, os pesquisadores ressaltam que os estudos ainda estão em fase de avaliação e novas análises serão necessárias para confirmar a eficácia da técnica em larga escala.

