MPF cobra medidas urgentes para proteger ambientalistas após ataque armado na Chapada Diamantina

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O Ministério Público Federal (MPF) cobrou providências imediatas de órgãos estaduais e federais após o ataque armado contra ambientalistas na Serra da Chapadinha, no município de Itaetê, na Chapada Diamantina. O órgão solicitou reforço na segurança das vítimas, investigação rigorosa do atentado e prioridade na criação de uma unidade de conservação ambiental na região.

Os pedidos foram encaminhados à Secretaria da Segurança Pública da Bahia, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O MPF estabeleceu prazo de 15 dias para que os órgãos apresentem as medidas que serão adotadas para garantir a proteção dos ambientalistas e a continuidade das ações de preservação ambiental.

O atentado aconteceu na madrugada do dia 1º de maio, na Pousada Toca do Lobo, utilizada como posto avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Segundo relatos, homens armados e encapuzados invadiram o imóvel, mantiveram um casal de ambientalistas sob ameaça e destruíram equipamentos durante cerca de duas horas.

Entre os danos registrados estão a destruição de sistemas de energia solar, computadores e aparelhos usados no monitoramento ambiental da área. Os invasores também efetuaram disparos de arma de fogo e afirmaram que as ações de preservação estariam dificultando a instalação de mineradoras na região.

O procurador da República Ramiro Rockenbach destacou que o episódio representa uma ameaça não apenas aos defensores ambientais, mas também ao patrimônio natural e às comunidades tradicionais da Serra da Chapadinha.

Para o MPF, a criação de um Refúgio de Vida Silvestre na área é considerada essencial para reduzir os conflitos territoriais. A região possui aproximadamente 14 mil hectares e é apontada como estratégica para a segurança hídrica da Bahia, por contribuir para a recarga do Rio Una.

Além da criação da unidade de conservação, o órgão também defende a presença permanente de órgãos federais de fiscalização ambiental e a implementação de planos de proteção voltados aos moradores e defensores ambientais da região.

O Ministério Público já havia recomendado, em 2023, a suspensão de licenças para supressão vegetal e atividades minerárias na Serra da Chapadinha sem consulta prévia às comunidades locais.

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