Programa Bahia pela Paz amplia oportunidades e impacta trajetórias de jovens
O programa Bahia pela Paz tem transformado a realidade de jovens em situação de vulnerabilidade social ao ampliar o acesso a oportunidades educacionais e fortalecer políticas de inclusão na Bahia.
Um dos exemplos é o de Ítalo Andrade, de 30 anos, artista negro e candomblecista conhecido como Oxóssi de la Rua. Morador do bairro de Nova Constituinte, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, ele conquistou uma vaga no curso de Letras da Universidade Federal da Bahia após contar com o apoio do Coletivo Bahia pela Paz de Paripe.
Há cerca de um ano, Ítalo passou a frequentar o espaço em busca de acolhimento psicológico e acesso à internet, fatores que contribuíram para manter o foco nos estudos. Segundo ele, o suporte oferecido foi determinante para a aprovação.
“A universidade sempre pareceu inalcançável para quem vem de onde eu venho. Quando surgiram as dificuldades, foi no coletivo que encontrei apoio para seguir”, relatou.
Além do suporte educacional, o programa atua no fortalecimento da autoestima e no cuidado integral da juventude periférica. “O Bahia pela Paz enxerga a juventude preta e da periferia, mostrando que temos o direito de ocupar a universidade”, completou.
A iniciativa é uma das estratégias do Governo do Estado para prevenção da violência, com foco em jovens entre 12 e 29 anos. O programa articula ações nas áreas de educação, cultura, esporte, qualificação profissional e empreendedorismo, com base em políticas de promoção de direitos e combate ao racismo estrutural.
Atualmente, o Bahia pela Paz conta com 12 unidades em funcionamento — oito em Salvador e na Região Metropolitana e quatro no interior. Somente na capital, bairros como Águas Claras, Liberdade, Paripe e São Caetano já somam mais de 20 mil atendimentos.
Outros seis coletivos, implantados em outubro de 2025, ainda estão em fase inicial, com foco em escuta comunitária e articulação de serviços locais.
De acordo com especialistas envolvidos no projeto, a proposta vai além da oferta de serviços: busca construir novas perspectivas de vida para jovens das periferias, a partir do protagonismo e da escuta ativa.
O programa integra o Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 e faz parte de uma estratégia mais ampla do governo baiano, que também inclui investimentos em tecnologia, inteligência e formação em direitos humanos para as forças de segurança.

