O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki aceitou nesta sexta-feira (1A?) o pedido do presidente afastado da CA?mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que seu sigilo telefA?nico seja quebrado. Na mesma aA�A?o, Cunha havia solicitado a quebra de sigilo telefA?nico tambA�m do senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison LobA?o (PMDB-MA), porA�m, este foi recusado. A defesa de Cunha alegava que A� falsa uma afirmaA�A?o de que o ex-consultor da Toyo Setal, JA?lio Camargo, fez em depoimento de delaA�A?o premiada na Lava Jato sobre uma suposta conversa telefA?nica entre Cunha e LobA?o.
Na delaA�A?o, Camargo disse que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhA�es em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, segundo contou o delator, Cunha disse que era “merecedor” de US$ 5 milhA�es. O ex-consultor da Toyo Setal afirmou ainda que, sem ter recurso para pagar a propina, foi ameaA�ado com um requerimento na CA?mara para levantar informaA�A�es sobre a Mitsui, prestadora de serviA�o para a Petrobras com quem ele tinha negA?cios. O requerimento foi assinado pela entA?o deputada Solange Almeida (PMDB-RJ). No entanto, a Procuradoria-Geral da RepA?blica alega que Cunha foi o real autor.
Com a quebra do sigilo, a defesa de Eduardo Cunha pretende mostrar que essa conversa telefA?nica nA?o ocorreu. No entanto, na decisA?o, o ministro Teori Zavascki considerou que os dados nA?o necessariamente excluirA?o os fatos narrados na denA?ncia.
Fonte: Metro1
