
BRASA?LIA a�� O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que seja aberta uma petiA�A?o na corte com trechos do depoimento do ex-presidente da Transpetro SA�rgio Machado que trazem acusaA�A�es contra o presidente Michel Temer. PetiA�A?o A� um procedimento preliminar A� investigaA�A?o. Teori encaminhou o caso para o procurador-geral da RepA?blica, Rodrigo Janot, que deve opinar se A� o caso se abrir ou nA?o um inquA�rito para investigar formalmente o presidente.
A�Na mesma petiA�A?o de Temer, tambA�m hA? citaA�A�es aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), que A� presidente do Senado, e Romero JucA? (PMDB-RR), e alA�m do ex-senador JosA� Sarney (PMDB-AP) e do senador cassado DelcA�dio do Amaral (sem partido-MS).
Teori tambA�m determinou o fatiamento da delaA�A?o de Machado em outras trA?s petiA�A�es. Elas conterA?o citaA�A�es ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao senador AA�cio Neves (PSDB-MG), e a outros polA�ticos a�� como o ex-deputado CA?ndido Vaccarezza (PT-SP), o ex-ministro Henrique Alves (PMDB), a ex-ministra Ideli Salvatti (PT), alA�m dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e JosA� Agripino (DEM-RN).
Janot tambA�m precisarA? se manifestar sobre a necessidade ou nA?o de abertura de inquA�rito para investigar essas pessoas, com base no que disse Machado. a�?No que toca aos termos de 10 a 13 de JosA� SA�rgio de Oliveira Machado, nada impede a autuaA�A?o como procedimentos autA?nomos, com subsequente vista ao MinistA�rio PA?blicoa�?, escreveu Teori.
O ministro ainda determinou que as citaA�A�es de Machado a vA?rias pessoas que nA?o tA?m direito ao foro especial sejam encaminhadas ao juiz federal SA�rgio Moro, que conduz a Lava-Jato na primeira instA?ncia.
No depoimento que compromete Temer, Machado disse que recebeu pedido de propina do presidente para financiar a campanha de Gabriel Chalita A� prefeitura de SA?o Paulo em 2012. O valor acertado entre ambos teria sido de R$ 1,5 milhA?o. O pagamento teria saA�do dos cofres da Queiroz GalvA?o, uma das empreiteiras investigadas na OperaA�A?o Lava-Jato.
Machado revelou na delaA�A?o a�?que Chalita nA?o estava bem na campanha; que o depoente (SA�rgio Machado) foi acionado pelo senador Valdir Raupp para obter propina na forma de doaA�A?o oficial para Gabriel Chalita; que posteriormente conversou com Michel Temer, na Base AA�rea de BrasA�lia, provavelmente no mA?s de setembro de 2012, sobre o assunto, havendo Michel Temer pedido recursos para a campanha de Gabriel Chalitaa�?.
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Ainda segundo o delator, a�?o contexto da conversa deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilA�citos das empresas que tinham contratos com a Transpetro na forma de doaA�A?o oficial para a campanha de Chalita; que ambos acertaram o valor, que ficou em R$ 1,5 milhA?oa�?.
No pedido de homologaA�A?o da delaA�A?o encaminhado ao STF em 12 de maio, Janot fez citaA�A�es a Michel Temer, que estava interino na presidA?ncia da RepA?blica A� A�poca. Primeiro, Janot diz que o presidente A� uma das autoridades com foro privilegiado sobre as quais a delaA�A?o traz detalhes. Depois, o procurador-geral relaciona os possA�veis crimes existentes a partir da narrativa de Machado: organizaA�A?o criminosa, corrupA�A?o ativa, corrupA�A?o passiva e lavagem de dinheiro, a�?com envolvimento do vice-presidente da RepA?blica, de senadores e deputados federaisa�?.
No mesmo depoimento em que cita Temer, Machado contou ter encontrado o diretor da JBS Francisco de Assis e Silva em uma reuniA?o na casa de Renan. Segundo o delator, a�?nesta oportunidade, o diretor da JBS comentou comigo que vinha ajudando em diversas campanhas polA�ticasa�? e que, a�?no que diz respeito ao PMDB, seriam contemplados por doaA�A�es da JBS a diversos Senadores: Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero JucA?, EunA�cio Oliveira, Vital do RA?go, Eduardo Braga, Edison LobA?o, Valdir Raupp, Roberto RequiA?o e outrosa�?.
Em trecho sobre AA�cio, Machado disse que o senador tucano recebeu, de forma ilA�cita, R$ 1 milhA?o em dinheiro 1998. O dinheiro veio de um fundo montado por Machado, AA�cio e o entA?o senador Teotonio Vilela, que era presidente nacional do PSDB, para financiar a bancada do partido na CA?mara e no Senado. O dinheiro seria usado em campanhas para a reeleiA�A?o. O plano era a�?eleger a maior bancada federal possA�vel na CA?mara para que pudessem viabilizar a candidatura de AA�cio Neves A� presidA?ncia da CA?mara dos no ano 2000a�?.
O trio teria arrecadado R$ 7 milhA�es, sendo que R$ 4 milhA�es do total teriam sido obtidos da campanha nacional de Fernando Henrique Cardoso. O restante teria saA�do de empresas. Segundo o delator, parte do dinheiro teria vindo do exterior. A divisA?o do bolo daria a�?entre 100 mil e 300 mil a cada candidatoa�?, segundo machado. Cerca de 50 deputados receberam a ajuda de custo para as campanhas. O maior beneficiado teria sido AA�cio.
Entre as empresas que contribuA�ram para o fundo do PSDB estA? a Camargo Correa, uma das investigadas na Lava-Jato. Segundo Machado, em 1998, recebeu a�?um pacote de dinheiro de R$ 350 mil reais para o PSDBa�? das mA?os do presidente da empreiteira, Luiz Nascimento. a�?A Camargo ajudava fortemente e sempre foi um grande doador nas campanhas tucanasa�?.
Machado tambA�m disse que ouviu do ex-ministro SA�rgio Motta, do governo Fernando Henrique, que Dimas Toledo era nomeado e apadrinhado por AA�cio, e que a�?todos do PSDB sabiam que Furnas prestava grande apoio ao deputado AA�cio via o diretor Dimas Toledoa�?. O delator tambA�m disse que Dimas a�?contribuiu com parte dos recursos para eleiA�A?o da bancada da CA?maraa�?. E que a�?parte do dinheiro para a eleiA�A?o de AA�cio para a PresidA?ncia da CA?mara veio de Furnasa�?.
Fonte: Globo.com
