PM acusado de matar esposa a tiros no Barbalho é denunciado por feminicídio e fraude processual

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O policial militar João Marcelo Araújo Hermano, acusado de matar a tiros a esposa, a cabo da PM Celeste Martins Oliveira do Nascimento, passou oficialmente à condição de réu. O juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, titular do 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, recebeu na sexta-feira (17/07) a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia contra o militar, que responderá pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual.

Na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva de Hermano, avaliando que a denúncia do MP-BA está sustentada por elementos que comprovam a materialidade do crime e por indícios suficientes de autoria, o que justifica a abertura da ação penal.

Ao explicar a manutenção da prisão, o juiz destacou a gravidade do episódio e a maneira como o crime teria sido cometido, apontando que a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na parte superior da cabeça. A decisão também menciona indícios de que o acusado tentou adulterar a cena do crime: segundo o magistrado, há elementos que indicam que ele queimou o celular de Celeste e o escondeu dentro de um saco plástico com água, num aparente esforço para destruir provas.

Diante desse conjunto de evidências, o juiz concluiu que persistem os motivos para a manutenção da prisão preventiva, com o objetivo de resguardar a ordem pública e assegurar o andamento regular do processo.

O crime aconteceu na tarde de 3 de julho, dentro do apartamento onde o casal morava, no Edifício Mirabeau Sampaio, no bairro do Barbalho, em Salvador. Celeste foi encontrada sem vida, com um ferimento de arma de fogo na cabeça.

Horas depois, João Marcelo se apresentou por conta própria ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de uma advogada, e foi preso em flagrante. Posteriormente, durante audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.

Os dois integravam o setor de Inteligência da Polícia Militar da Bahia. Celeste estava lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA), órgão que classificou o crime como feminicídio e afirmou que acompanharia o desdobramento das investigações.

Autor: Plantão de Notícias

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